Mostrando postagens com marcador depressão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador depressão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de março de 2017

Quando a vida deixa de ter sentido e a Psicofobia

Pensar que o mundo não faz sentido parece que está fazendo parte de minha rotina. Por mais que me esforce não consigo expulsar os pensamentos ruins e, para piorar, eles estão sempre acompanhados dessa falta de vontade de seguir aqui - nada faz sentido!  

Há muito que a graça de viver se foi e só sobrou esta pessoa - amarga, sem paciência, sem ânimo, sem nenhum vigor!

Bem, o fato é que talvez eu tenha nascido assim - apenas me esforçava mais do que hoje para ser feliz ou apenas disfarçava; já não sei!

Quando criança e na pré-adolescência ainda fazia xixi na cama; tinha demasiados pesadelos (na maioria da vezes envolvendo a morte, o apocalipse ou com bruxas me levando) e mesmo que não sonhasse acordava chorando por nada!

Já adulta, estudando para vestibular, quando tinha que escrever uma redação para ser corrigida pelo Professor do cursinho, ela (a redação) sempre acabava ou se iniciava com o assunto morte (medo da morte).  

Lembro-me muito bem de um dia que o Professor de redação chegou a mim e disse: "tem que superar isso - mesmo que seja apenas na redação"! (rsrsr) 

Acredito que superei!  Hoje já não tenho medo da morte; para mim, saber que ela chegará é mais um alívio que um pesar..., o real pesar que tenho é imaginar que poderia perder alguém que amo (só de pensar nisso morro um pouco - não me imagino sem meus pais)! Na verdade, quando isso acontecer nem sei o que será de mim se ainda estiver viva - talvez seja o estopim para eu deixar esse mundo sem nenhuma culpa!  O que me faz seguir aqui são eles.  Causar-lhes infelicidade com a minha "partida" dói e é isso que me deixa viva!

- Por que escrevo, ao invés de conversar com alguém?

Porque vivo longe da família e não quero preocupá-los; mesmo assim volta e meia faço da minha mãe, minha psicóloga, via telefone (é a melhor, pois não me julga)!

- Mas você não faz tratamento psiquiátrico?

Sim, faço; no entanto, estou em busca de um novo médico e um novo remédio - acredito que o medicamento usado, ultimamente, não me faz nenhum efeito (venlafaxina).

Quanto a tratamento psicológico (que me DESCULPE os Psicólogos) não creio muito; digo isso porque não tive uma boa experiência e nunca mais encontrei um(a) que atendesse pelo meu plano aqui em Recife (particular não posso pagar).

Acredito que essa minha piora venha da ansiedade em que me encontro há algum tempo e da menopausa que chegou (prematura, por meio cirúrgico); todavia, como já disse, é uma coisa que talvez faça parte de mim, da minha genética; com a idade e alguns fatores externos os sintomas aumentaram!

O pior disso tudo é saber que estar deprimido(a) afasta as pessoas pois você passa a ser considerado(a) baixo astral, pessimista, "azedo(a)" e até uma pessoa "tóxica"!

Psicofobia voc sabe o que Ou nem sabia que existe
por abp.org.br e lanyyjusbrasil
Falar que está deprimido, sem ânimo, sem vontade de viver para algum amigo(a) que não tem depressão é certeza de que acabará ouvindo sermão do tipo: "tanta gente pior que você e vive"! "Gente que não tem a metade do corpo e está feliz e trabalhando"; "gente que tem piores condições financeiras que a sua e é extremamente feliz" - dá a impressão que estão te chamando de mal agradecido(a) porque, aparentemente, você não tem nada e está ou vive reclamando (TIPO: "de barriga cheia"!?)

Posso garantir a todos que esse tipo de atitude não ajuda em nada - pelo contrário, prejudica ainda mais a relação que a pessoa tem com a doença - desencadeia culpa.

Também não peça a uma pessoa com depressão que vá a igreja e tenha pensamentos lindos, positivos, de como a vida é uma benção, uma graça de deus - porque ela não acha isso e não é porque você diz que ela vai passar a ver a vida assim!  

Apenas apoie, ouça e cale; e se acaso for um familiar e ele viver dizendo que a vida não tem sentido encaminhe-o a algum médico especializado e vigie!

Grande parte da população não entende que depressão é doença e até médicos (profissionais habilitados) discriminam doentes com transtornos de humor, potenciais suicidas ou que tentaram suicídio - experimente tentar o suicídio e não conseguir êxito para ver se terá alguma prioridade nos hospitais?!  

Isso se chama psicofobia e pode se tornar crime em breve (PLS 236/2012) - no entanto, um bom Advogado conseguiria fazê-la "crime" apenas se utilizando da Lei 7.716/89!

Há algum tempo (2 anos, mais ou menos) escrevi um artigo no JusBrasil falando sobre a psicofobia; a forma como ela se dá e contra quem.

Além dos doentes mentais e dos que têm transtornos de humor, profissionais de saúde mental, como psiquiatras e psicólogos, também podem ser vítimas de preconceito (eu mesma cometi um "pequeno preconceito" acima quando disse que não acreditava muito em psicólogos - mas, na verdade foi apenas uma má experiência). 

- Meu "preconceito" vem de uma má experiência que tive com uma psicóloga - fui buscar ajuda e só obtive críticas!  Imagine uma pessoa doente que está buscando apoio receber uma enxurrada de críticas, inclusive afirmando que é culpada por tudo de ruim em sua vida - aí sim, a sua vontade de sumir só aumenta!  Por isso o "PRÉ-conceito"!  Que me perdoe os bons profissionais que existem e são maioria)!  

Infelizmente profissionais ruins há em toda área; nós, da Advocacia, enfrentamos isso todo dia com a "advogofobia" (inventei isso agora para descontrair o texto "mórbido"). Todo mundo acha que Advogado é corrupto, ganancioso e desonesto - mas eu digo e afirmo: não generalizem, nem todos são assim - eu, por exemplo, não sou!!!

O fato é que a vida segue, com depressão ou não, com vontade de sumir ou não, sigo aqui e preciso enfrentar o dia a dia como todo mundo. 

Por isso escrevo tanto e vivo inventando o que fazer pois os momentos de descanso e a hora de dormir é quando mais sofro de angústia e sufocamento (a mente está "desocupada" - esperando o sono que não vem; nisso os medos, o pânico, a sensação de vazio e de  perda da lucidez tomam conta do meu ser)!

Acordar destroçada é normal!  Pelas manhãs sempre tenho a sensação de ter sido atropelada por um caminhão "rolo-compressor", sem falar na sensação de não pertencimento a esse mundo e a imensa vontade de chorar!

Aproveitando-se desse diálogo de gente depressiva, com stress e ansiedade elevada, para indicar, especialmente para as leitoras o E-book  MULHERES SEM ESTRESSE - nele a autora aborda formas que ajudarão a eliminar o estresse da vida, através de terapias naturais, sem o uso de medicamentos (acho que eu também deveria adiquirí-lo, assim que tiver em mãos conto como é).

Outra obra interessante é SAÚDE NA MENOPAUSA

O curso online Saúde na Menopausa permite às mulheres a realização, em casa, de atividades físicas específicas que irão ajudar a diminuir os sintomas desagradáveis, a emagrecer, a devolver a autoestima, a conquistar saúde, beleza e a viver feliz na menopausa. 

Tristeza, angústia, depressão, ganho de peso, osteoporose e muitos outros problemas geralmente acompanham essa fase da vida. Para transformar essa realidade, a atividade física é o remédio não medicamentoso mais indicado.
Esse é outro curso que se encaixaria perfeitamente às minhas queixas pois, além de ter entrado na menopausa experimento todos os desconfortos causados por ela - de momento; se não passar pretendo adquirir um curso assim, para ver no que dá - realmente prometem; dê uma clicada nos links internos, sem compromisso você também e saiba mais sobre as duas indicações.

Abraço a todos(as)! 

Força, amor e muita paciência para enfrentar esse planeta!

Por Elane F. de Souza (Advogada, Autora deste Blog e de outros relativos ao Direito e Saúde da Mulher ) - post. figura por ABP.ORG.BR http://www.abp.org.br/portal/a-sociedade-contra-o-preconceito-psicofobia-e-um-crime/

Ou talvez lhe interesse este livros sobre transtornos mentais: Livros Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais - Paulo Dalgalarrondo (8536313323)


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Suicidologia: estudo do comportamento suicida, o CVV e os grupos vulneráveis



Suicidologia é o estudo do comportamento e causas suicidas realizado, na maioria quase absoluta das vezes, por profissionais da Psiquiatria ou da Psicologia. Suicidólogo é o nome que recebem quando da formação na referida especialidade.
Suicidologia estudo do comportamento suicida o CVV e os grupos vulnerveis
Quando decidi escrever este artigo estava pensando num filme que vi um dia desses. Trata-se de "A Teoria de Tudo", filme baseado na vida do físico britânico Stephen Hawking. É um retrato relativamente preciso da carreira e da vida pessoal do cientista mais famoso do mundo na atualidade. Claro, é preciso encarar o longa-metragem com aquele viés típico do estilo "baseado em personagens reais", já assumindo que certos fatos serão reordenados e dramatizados, enquanto outros serão suprimidos. Mas, ainda assim, o filme, baseado em livro da primeira esposa do físico, é bem fiel à realidade.
Acredito que grande maioria que vier a ler esse artigo já ouviu falar de Stephen Hawking, nascido em Oxford em 1942, é Físico Teórico e cosmólogo, um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia. Autor de muitas obras e ganhador de muitos prêmios, medalhas e títulos.
Apesar de ter sido diagnosticado com ELA (esclerose lateral amiotrófica) com apenas 21 anos e terem lhes dado no máximo 3 anos, ainda hoje segue “ativo”, com vida.  No entanto, na época, foi gradualmente perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula. Em 2005 Hawking usava os músculos da bochecha para controlar o sintetizador, e em 2009 já não podia mais controlar a cadeira de rodas elétrica. Desde então outros grupos de cientistas estudam formas de evitar que Hawking sofra de síndrome de encarceramento, cogitando traduzir os pensamentos ou expressões de Hawking em fala. A versão mais recente, desenvolvida pela Intel e cedida a Hawking em 2013, rastreia o movimento dos olhos do cientista para gerar palavras.
Com todos os problemas de saúde que o afeta até hoje (com 73 anos), o físico continua com a ideia de “mais vida”; considera que só faria um “suicídio assistido” na hipótese de sentir-se como um peso e não pudesse fornecer nada mais ao mundo, admitiu em uma entrevista à emissora "BBC".
Disse que "manter alguém vivo contra sua vontade é indigno". Apesar disso, o autor do livro "Breve história do tempo", explicou que ficaria incomodado de morrer antes de descobrir e divulgar mais mistérios sobre o universo.
Ao assistir o filme e agora lendo essas “fontes” sobre sua maneira de encarar a vida, penso que “viver é a melhor opção” (título de um livro recém lançado por André Trigueiro – Jornalista, Escritor e Professor) que fala, basicamente, sobre a vida e como ajudar alguém que esteja passando por fazes difíceis, com pensamentos suicidas, de sumir, desaparecer. O Autor destinou os direitos autorais ao CVV (Centro de Valorização da Vida), grupo esse criado em 1962 em São Paulo).
Suicidologia estudo do comportamento suicida o CVV e os grupos vulnerveis

CVV (Centro de Valorização da Vida)

É uma das organizações não-governamentais (ONG) mais antigas do Brasil.
Fundada em 1962 por um grupo de voluntários, foi reconhecida como entidade de utilidade pública federal pelo decreto lei nº 73.348 de 20 de dezembro de 1973.
Sua atuação baseia-se essencialmente no trabalho voluntário de milhares de pessoas distribuídas por todas as regiões do Brasil.
É associado ao Befrienders Worldwide, entidade que congrega instituições de apoio emocional e prevenção do suicídio em todo o mundo.
Em 2004 e 2005 fez parte do Grupo de Trabalho do Ministério da Saúde para definição da Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio.
Sua principal iniciativa é o Programa de Apoio Emocional realizado pelo telefone, chat, e-mil, VoIP, correspondência ou pessoalmente nos postos do CVV em todo o país. Trata-se de um serviço gratuito, oferecido por voluntários que se colocam disponíveis à outra pessoa em uma conversa de ajuda e preocupados com os sentimentos dessa pessoa.
O Centro de Valorização mantém também o Francisca Julia Saúde Mental e Dependência Química e trouxe ao Brasil em 2004 o Programa Amigos do Zippy. Trata-se de um programa de desenvolvimento emocional para crianças de seis e sete anos em escolas públicas e particulares. Após o amadurecimento do Programa, foi fundada a Associação pela Saúde Emocional de Crianças - ASEC, para sua gestão. São mais de 18.500 crianças beneficiadas por ano em 323 instituições de 39 cidades.

Missão

Valorizar a vida, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida mais plena e, consequentemente, prevenindo o suicídio.

Visão

Uma sociedade compreensiva, fraterna e solidária. (As pessoas Vivendo Plenamente, tendo o CVV contribuído para isso)

Valores

· Confiança na Tendência Construtiva da Natureza Humana
· Trabalho Voluntário motivado pelo espírito samaritano, de acordo com a Proposta de Vida
· Direção Centrada no Grupo
· Aperfeiçoamento Contínuo
· Comprometimento e Disciplina

CVV Cria Grupo de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio (05/01/2015 - Jornal Brasil Online)

Encontros mensais são destinados a familiares e amigos de suicidas.
Estudos apontam que a cada suicídio, 6 a 10 pessoas são envolvidas e sofrem consequências emocionais ou sociais que podem causar sequelas pelo resto de suas vidas. Normalmente são familiares do suicida ou amigos muito próximos que podem sentir culpa, vergonha, tristeza ou outras emoções bastante marcantes e difíceis de se trabalhar. Devido ao tabu e preconceitos que ainda cercam o assunto, muitas dessas pessoas são discriminadas e perseguidas por amigos, vizinhos e colegas de trabalho ou escola, o que agrava seus traumas, inseguranças e sensação de solidão.
Com base nessa estatística o Grupo de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio Anônimo – GASSA, iniciativa do CVV, afirma que se cerca de 32 brasileiros cometem o suicídio diariamente segundo dados do Ministério da Saúde, então, surgem por dia pelo menos 172 pessoas direta e fortemente impactadas por essas perdas.
Além deles, as próprias pessoas que tentaram o suicídio precisam de muito suporte. Não há dados muito específicos, mas estima-se que de cada vítima de suicídio, outras duas tentaram se matar, ou seja, são mais de 60 novos brasileiros nessa situação diariamente e são eles que formam o maior grupo de risco para o suicídio. Se, por um lado são pessoas com alto risco, ao mesmo tempo é um grupo bem definido e fácil de identificar.
Ao mesmo tempo, pessoas com histórico de suicídio na família também apresentam maior propensão a se matar. Conseguimos atender a esses dois importantes grupos simultaneamente: quem já tentou suicídio e os familiares.
O Grupo de Apoio tem por objetivo facilitar a troca de experiências e apoio emocional, permitindo a conversa aberta e anônima de pessoas que vivenciaram situações semelhantes. Esse modelo permite um ganho de qualidade de vida dos participantes e busca do equilíbrio emocional e mental, mas não elimina a necessidade do acompanhamento de profissionais da saúde.
O CVV possui experiência na prevenção do suicídio e apoio emocional há 52 anos e oferece essa nova opção de atendimento gratuito com base no conhecimento acumulado e em técnicas específicas para grupos de apoio a sobreviventes de suicídio.

Serviço

Grupo de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio Anônimo – GASSA
Reuniões mensais: toda primeira quarta-feira do mês
Horário: das 19h30 às 21h30
Local: Rua Abolição, 411 – Bela Vista – São Paulo (próximo à Praça Pérola Byington)
Quem pode participar: familiares e amigos de suicidas
Informações: 11 9 8318-9663
Os encontros são confidenciais, sigilosos e gratuitos

O suicídio no Brasil (fontes CVV)

• No Brasil, 1 pessoa morre vítima de suicídio a cada 45 minutos e ao menos outras 60 tentam tirar a própria vida por dia.
• No mundo, uma pessoa se mata a cada 40 segundos.
• Segundo pesquisa da Unicamp, 17% dos brasileiros pensaram seriamente em cometer suicídio no decorrer de suas vidas.
• De todos os casos, mais de 90% poderiam ser evitados.
• Quem tenta suicídio pede ajuda.
Apesar da seriedade do assunto, o suicídio ainda é um tabu na sociedade brasileira o que dificulta a sua prevenção. O CVV acredita que uma forma importante de se evitar novos casos é conversar sobre o assunto para derrubar mitos e quebrar tabus.

Comentários acerca dos grupos vulneráveis; o que pensam os suicidólogos à respeito

Segundo o Jornalista e Escritor André Trigueiro, autor da Obra “Viver é a melhor opção”, os grupos mais vulneráveis ao suicídio são:
Idosos: principalmente àqueles que estão ou vivem sozinhos; doentes com depressão e abandonados. Por que? Segundo ele, essas pessoas acumularam ao longo da vida muitas perdas (todos nós acumulamos), mas os idosos já perderam mais: amigos, irmãos, os pais, vizinhos que lhes faziam companhia e portanto são mais frágeis para adquirir uma depressão e adoecer fisicamente, criando ideias suicidas ou até chegando as vias de fato;
Indígenas: nesse caso em específico os que mais se suicidam são os jovens, pois se sentem desintegrados (seu povo os “desprezam” porque não falam e não seguem, totalmente a cultura raiz, por outro lado, ao chegar na cidade do branco sentem a mesma rejeição, pois são considerados índios – e portanto “seu local não é aqui”); essa falta de integração os leva ao desespero e muitos acabam com a própria vida. O suicídio de índios no Brasil chega a ser seis vezes maior do que a taxa nacional e preocupa especialistas. Dados do Mapa da Violência, do Ministério da Saúde, mostram que, enquanto o índice geral no Brasil é de 5,3 suicídios por 100 mil habitantes, a incidência sobe para acima de 30 em alguns municípios com população indígena.
De acordo com o estudo, alguns dos municípios que aparecem no topo da lista de mortalidade suicida são locais de assentamento de comunidades indígenas, como São Gabriel da Cachoeira (AM), São Paulo de Olivença (AM) e Tabatinga (AM), Amambai (MS) Paranhos (MS) e Dourados (MS). Dados oficiais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) registram 73 casos de suicídio de indígenas só em Mato Grosso do Sul, em 2013 – o maior índice em 28 anos. Dos 73 indígenas mortos, 72 eram do povo Guarani-Kaiowá.
Depressivos: pessoas com transtornos de humor de qualquer natureza. Aqui também entram jovens e adultos. Os jovens segregados, que também não se integram, que sofrem de bullying, que são diferentes ou optam por viver uma vida distinta da de sua sexualidade (homossexuais) e até os esquisofrênicos (que não são depressivos), pessoas que tiveram uma infância triste e sem o amor dos pais também fazem parte do grupo vulnerável em adquirir a depressão e consequentemente tentarem ou cometerem suicídio.
Os profissionais de saúde que estudam o comportamento suicida pouco descobriram acerca do suicida em potencial. Mas o que de verdade já entenderam é que não é apenas um fator que leva a pessoa a suicidar-se. Mesmo que alguém (o próprio suicida deixe nota dizendo o motivo) não é somente ele (o motivo), há várias nuances que podem ter levado essa pessoa a exterminar o seu projeto de vida antes do tempo. A principal fator é o psicológico, e como em qualquer enfermidade há um desencadear genético (se alguém da família já passou por isso, haverá possibilidade de outro membro da família fazer o mesmo). Pessoas com histórico familiar tem que haver controle maior porque não conseguem lidar com perdas (morte de pessoas queridas), doenças terminais e até perdas financeiras. Foram essas as poucas conclusões que chegaram os suicidólogos.
Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_Hawking - foto e livro de André Trigueiro
Autoria e comentários: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B
Foto/Créditos: alvarovaldivia. Com e correiofraterno. Com. Br